No segundo dia do decurso da “22.ª Feira Internacional de Macau” (22.ª MIF) e da “Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa 2017 (Macau) – 2017 PLPEX”, foram realizados vários fóruns, conferências e outras actividades pertinentes à iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, à Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e à Big Data, com o objectivo de ajudar as empresas a conhecer e analisar as novas tendências manifestadas pelo mercado. Os dois certames testemunharam no segundo dia 160 sessões de negociação na zona da bolsa de contactos e 17 projectos assinados no centro de assinatura de acordos.

Tendo como tema “o Desenvolvimento das Indústrias e da Economia Regional na Era da Big Data”, foi aberta hoje (dia 20) a “14.ª Cimeira Mundial dos Empresários Chineses” em que se discutiu o significado estratégico e valor comercial trazidos pela big data ao desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, assim como o seu impacto na vida da população e as oportunidades de negócio, tendo atraído aproximadamente 1500 participantes. O Sr. Leong Vai Tac, Secretário para a Economia e Finanças da RAEM, em representação do Chefe do Executivo da RAEM, confirma no seu discurso que o tema da presente cimeira está estreitamente ligado à nova conjuntura da economia mundial, lembrando que a construção de uma cidade inteligente é uma meta nitidamente definida no “Plano Quinquenal de Desenvolvimento” publicado no ano passado e nos “Relatórios das Linhas de Acção Governativa” dos últimos dois anos, e que os trabalhos relevantes estão a ser realizados de forma ordenada. Olhando para o futuro, investidores de todos os cantos do mundo, inclusive os empresários da diáspora chinesa, são convidados para aproveitar as vantagens institucionais da política “Um País, Dois Sistemas”, a convergência das culturas chinesa e ocidental e a convivência dos chineses retornados e das suas famílias, entre outras características singulares de Macau, de modo a inserir-se na implementação da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”. O Sr. Leong Vai Tac acredita que, aos empresários chineses, nunca faltam inteligência e competência suficientes para reforçar o diálogo e a cooperação, que permitem a complementação das vantagens e o surgimento de mais ideias e esforços destinados a benefícios mútuos.

Organizado pela Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, o “Fórum de Comércio, Investimento e Desenvolvimento do Turismo de Camboja” correu hoje coroado de êxito. O Sr. Ouk Prachea, Secretário de Estado do Ministério do Comércio do Camboja, crê que através desse fórum foi alargado o âmbito de cooperação bilateral entre o Camboja e a China em relação ao investimento, turismo, entre outros domínios, sendo também promovida a parceria em termos de turismo industrial e investimento. O Sr. Jackson Chang, Presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, confirma que o fórum é uma das importantes partes da presente edição da MIF. Macau e o Camboja têm mantido estreitos laços, e a frequência do intercâmbio entre governantes e investidores das duas regiões também tem conhecido um aumento significativo. É da expectativa do Sr. Jackson Chang que a cooperação entre o Interior da China, Macau e o resto do mundo, nomeadamente os países ao longo de “Uma Faixa, Uma Rota”, possa dar novos passos mediante este fórum onde marcaram presença mais de 140 representantes de vários governos e do sector empresarial.

A palestra “Como apoiar os países lusófonos na introdução de produtos no mercado do Interior da China”, que teve lugar no mesmo dia, disponibilizou às empresas participantes informações profissionais que visavam ajudá-las a expandir o mercado de negócios através da plataforma do comércio electrónico transfronteiriço. Um dos intervenientes, Sr. Lao Meng Sam, partilhou com todos a sua forma de cooperação para a entrada dos seus produtos lusófonos na China Continental. Quanto à despesa do transporte dos produtos para o mercado chinês, constatada por várias empresas de Macau, o Sr. Sit Hong Hin apontou para o facto de esse custo do transporte transfronteiriço não poder ser reduzido de modo significativo por enquanto, aconselhando que as empresas selecionassem produtos mais consumidos e controlassem os restantes custos para assegurar o arranque de lucros, mesmo com o custo elevado do transporte. Lembrou ainda que era melhor evitar transacções transfronteiriças de produtos do consumo quotidiano, tal como o arroz e a farinha, porque existe um limite do consumo a eles associado.

A par disso, também decorreu hoje a “Sessão de Bolsa de Contactos para o Investimento e Comércio entre as PMEs da China e dos Países de Língua Portuguesa”, organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), e pelo Banco da China, Sucursal de Macau. O Sr. Jackson Chang, ao discursar, revelou que, para acelerar o estabelecimento do “Centro de Serviços Comerciais para as PMEs da China e dos Países de Língua Portuguesa”, o IPIM tem desenvolvido activamente vários trabalhos, incluindo uma série de workshops dos Países de Língua Portuguesa, Sessões de Promoção de Produtos, Bolsas de Contactos, entre outras iniciativas realizadas. Foram também disponibilizadas informações económicas e comerciais sobre o universo lusófono e outros serviços de apoio vocacionados para a promoção da cooperação entre as PMEs. O IPIM compromete-se a continuar a envidar esforços para organizar satisfatoriamente todas as edições da MIF e da PLPEX, com a introdução de mais elementos inovadores, criando mais oportunidades de desenvolvimento para as PMEs e os jovens locais, para além de fomentar a construção da plataforma de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

No segundo dia da 22.ª MIF e da 2017 PLPEX, tiveram lugar cerca de 160 sessões de negociação na Zona de Bolsas de Contacto, dos quais 32 se inseriram na “Sessão de Bolsa de Contactos para o Investimento e Comércio entre as PMEs da China e dos Países de Língua Portuguesa” e 68 envolveram os Países de Língua Portuguesa, incluindo Portugal, Angola e Moçambique. Por sua vez, foram assinados 17 protocolos no Centro de Assinatura de Protocolos, abrangendo projectos de cooperação entre câmaras de comércio e associações comerciais, nas áreas da alta e nova tecnologia, da agência de produtos alimentares, do comércio e do estabelecimento de marcas. Quatro desses protocolos contaram com a participação dos países lusófonos, nomeadamente Portugal e o Brasil. As partes signatárias incluíram câmaras de comércio e associações empresariais, entre outras entidades.

Amanhã é o último dia das duas exposições, estão abertas das 10 às 18 horas. As actividades continuarão diversificadas e estão agendados o “Fórum de Medicina Tradicional Chinesa 2017 (Macau)”, que vai decorrer fora do recinto, o “Concurso do Empreendedorismo Juvenil 2017 – Série de Actividades de Restauração e Bebidas”, a “Sessão de Apresentação para a Cooperação Económica e Comercial entre a Região Autónoma da Mongólia Interior e a Região Administrativa Especial de Macau”, o “Workshop sobre os Produtos dos Países de Língua Portuguesa” e a “Mostra Coletiva de Marcas”, entre outras. Para além de mais de 1700 stands, haverá ainda, nas exposições, a promoção da cultura tradicional chinesa, o espectáculo cultural dos Países de Língua Portuguesa e a demonstração das obras de artesãos. A organização fornecerá o serviço de autocarros shuttle gratuitos para os cidadãos, que circulam entre o recinto e vários sítios das zonas norte e centro de Macau, e da Taipa, para impulsionar o transporte ecológico. O horário dos autocarros com partida dos pontos de paragem é das 9h30 às 18h30, enquanto que o horário dos autocarros com partida do recinto de exposições é das 11 horas às 20h30. Além disso, é estabelecida uma zona de estacionamento no Pavilhão D do Centro de Convenções e Exposições do Venetian Macao, e os lugares de estacionamento limitados são atribuídos pela ordem de chegada. Todos os interessados são bem-vindos. Para consulta, é favor ligar para o n.º 853-28828711 (22.ª MIF) ou 853-87989611/ 87989668 (2017PLPEX). Em alternativa, os sites oficiais da organização www.mif.com.mo e www.plpex.mo disponibilizam mais informações.