Bandeira nacional  
Mapa  
Introdução
Guiné-Bissau está situada na costa ocidental da África. Possui uma extensão territorial de 36 mil quilómetros quadrados e 1,6 milhões de habitantes, sendo a sua língua oficial o português. Tem a sua capital em Bissau (com 78 quilómetros quadrados e 431 mil habitantes). Trata-se da maior cidade do país, sendo também o seu centro político, económico e cultural. Guiné-Bissau detém a maior área de pescas no Oceano Atlântico, a taxa de cobertura florestal é de 56%, sendo os produtos florestais uma das suas principais exportações, depois da pesca. O país possui abundantes recursos hídricos, sendo conhecido como terra tropical de rios e lagos.

A moeda da Guiné-Bissau é o franco CFA. O renminbi (CNY) não pode ser directamente convertível em francos CFA, embora a moeda daquele país seja livremente convertível. Recentemente, Guiné-Bissau liberalizou o controlo cambial, com a entrada em vigor do regime de taxa de câmbio flutuante.

Ambiente de Investimento
O país ainda não possui um sistema industrial independente, sendo a maior parte dos bens de consumo importados do exterior, resultando em aumentos anuais no índice de preços no consumidor.
A situação geográfica da Guiné-Bissau é excelente, o país aplica uma atitude acolhedora ao investimento estrangeiro, não sendo alto o limiar de entrada no mercado. Os preços dos terrenos são ainda baratos, com perspectivas de valorização. Graças à abundante mão-de-obra, o país oferece vantagens em termos de custo. A agenda da política do governo está focada no plano de redução da pobreza, instalação de energia eléctrica, projectos portuários, redes de comunicação, e instalações pesqueiras, tendo também na agenda a concessão de políticas preferenciais, abertura do mercado a todos os países do mundo, e abolição de todas as barreiras tangíveis e intangíveis.
Sob os auspícios do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, o país implementou sucessivamente o “Plano de Ajustamento Estrutural”, o “Programa de Restauração da Propriedade Privada e de Desenvolvimento”, o “Programa de Redução da Dívida dos Países Mais Pobres e Endividados” (HIPC), tudo isto no intuito de abolir o controlo estatal sobre o mercado e os preços, desenvolver o sector privado, implementar a liberalização do comércio, apertar as finanças públicas e reduzir o deficit fiscal. Após vários anos de esforços, o país registou melhoria na economia, tendo o deficit orçamental reduzido significativamente, as ofertas do mercado ficaram mais enriquecidas e a economia já está a sair do fundo do poço.
Guiné-Bissau é um típico país agrícola, com 68% da sua população no sector agrícola. A dimensão da terra arável é superior a 900 mil hectares, principalmente usada no cultivo do arroz, castanhas de caju, palmeira, mandioca e amendoim. A indústria terciária representa aproximadametne 40% do PIB.
O núcleo do seu sistema fiscal é composto por impostos sobre o rendimento e imposto sobre o valor acrescentado, sendo os seus principais impostos a contribuição industrial, imposto profissional, imposto sobre imóveis, sobretaxa, imposto sobre vendas, imposto do selo, imposto sobre transacções e imposto sobre combustíveis.
Incentivos ao investimento estrangeiro concedidos pela Guiné-Bissau: os investimentos que não estejam incluídos nas categorias restrictas desfrutam de redução até 50% do imposto. Os ramos de negócio restrictos incluem: exportação de produtos primários tradicionais (nomeadamente, castanha de caju, cacau, óleo de palma e madeira), aluguer de carros, indústria de reparação, lojas de café, cervejarias, discotecas, restaurantes, padarias, lojas de vestuário e jogos de fortuna ou azar, etc. Os sectores acima mencionados não desfrutam de benefícios fiscais.
Situação Económica e Comercial Os principais parceiros comerciais da Guiné-Bissau incluem Portugal, Senegal, Espanha, Marrocos, Gâmbia, China, Tailândia, Vietname, Índia, Uruguai, Nigéria e Itália. Em 2016, as trocas comerciais entre a China e a Guiné-Bissau ultrapassaram 30 milhões de dólares americanos, entre as quais a China exporta principalmente à Guiné-Bissau máquinas e produtos eléctricos, artigos de nova e alta tecnologia e têxteis, e importa daquele país castanha de caju, minério de zircónio e madeira.

Principais Indicadores Económicos

2013(a) 2014(a) 2015(a) 2016(b)
Área Km2 36.125 36.125 36.125 36.125
População (‘000) 1.8 1.8 1.8(a) 1.9
PIB (US$ milhões) 1,157.9 1,204.5 1,059.2 1,115.7
Crescimento Real do PIB (%) 0.8 2.5 4.8 (a) 2.4
Exportação de bens fob (US$ milhões) 152.8 166.1(b) 258.7 279.9
Importação de bens fob (US$ milhões) -182.8 -214.2(b) -229.3 -222.4
Inflação, variação do IPC (av; %) 1.2 1.5 -1.4(a) 2.5
Balança de Transacções Correntes (US$ milhões) -32.3 4.7(b) 39.4 43.1
Taxa de câmbio (av) CVEsc:US$ ) 494.04 494.04 591.45(a) 591.29

(a) Actual (b) EIU estimativas

Principais Mercados de Exportação (2015) (a) % total
Índia 63.5
Nigéria 20.3
China 5.7
Togo 5.6
Camarões 2.1
Principais Mercados Importação (2015) (a) % total
Portugal 27.1
Senegal 12.8
China 6.5
Espanha 5.5
Cuba 4.8

(a)derivado de retornos de parceiros comerciais, sujeito a uma margem de erro

Principais Produtos (2015)

Exportação US$ (milhões) Importação US$(milhões)
Castanhas de caju 257.4 Produtos alimentares 82.3
Peixes & camarões 1 Produtos petrolíferos 38.8
Bens de capital 72.5

Trocas Comerciais entre a R.P.C. e Guiné Bissau (USD 10,000)

Ano Total Exportações Importações
2014 6.711 1.715 4.996
2015 3.53 1.748 1.781

* Valor das Exportações da China para Guiné-Bissau
** Valor das Importações para aChina da Guiné-Bissau

Fonte:

  • Guia de Investimento e de Cooperação por Países e Regiões – Guiné-Bissau
  • Academia de Comércio Internacional e Cooperação Econômica do Ministério do Comércio
  • Agência de Promoção do Investimento do Ministério do Comércio da República Popular da China
  • Departamento Económico-Comercial da Embaixada da China na República da Guiné-Bissau
  • China Statistical Yearbook 2016
  • The Economist Intelligence Unit – Country Report
  • Direcção dos dos Serviços de Estatística e Censos