No segundo trimestre de 2019 a economia de Macau registou uma contracção anual de 1,8%, em termos reais, o que corresponde a um abrandamento face à descida do primeiro trimestre (-3,2%). A contracção económica foi provocada principalmente pela queda anual da formação bruta de capital fixo. A procura externa continuou a abrandar, com um decréscimo de 0,8% nas exportações de serviços do jogo, enquanto as exportações de bens caíram 24,4%. A procura interna diminuiu 6,1% em termos anuais, arrastada pela descida acentuada de 25,0% na formação bruta de capital fixo.  A despesa de consumo privado e a despesa de consumo final do governo registaram subidas respectivas de 2,2% e 5,7%, compensando parte da queda verificada na desaceleração económica. As importações de bens e de serviços desceram 0,8% e 13,7%, respectivamente. No segundo trimestre deste ano o deflactor implícito do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a variação global de preços, registou um crescimento anual de 2,4%, informam os Serviços de Estatística e Censos.

A despesa de consumo privado continuou a ser prudente, devido às influências provenientes das incertezas externas a nível económico. A despesa de consumo privado subiu 2,2% em termos anuais, com uma amplitude ascendente semelhante à do trimestre anterior. As despesas de consumo final das famílias, realizadas no mercado local e no exterior, cresceram 2,2% e 4,0%, respectivamente.

A despesa de consumo final do governo manteve-se em ascensão, expandindo-se a amplitude ascendente anual para 5,7%, acima dos 4,1% do trimestre anterior. Salientam-se os acréscimos de 2,3% na remuneração dos empregados e de 12,4% nas compras líquidas de bens e serviços.

O investimento em activos fixos continuou a diminuir, devido à redução do número de obras. No segundo trimestre a formação bruta de capital fixo registou uma descida anual de 25,0%, em termos reais, arrastada sobretudo pela queda anual de 30,1% no investimento em construção. Todavia, o investimento em equipamento cresceu 9,1%. No trimestre de referência, o investimento do sector público em construção desceu 51,6% em termos anuais, em virtude da base de comparação relativamente elevada, aquando do enorme investimento lançado pelo Governo, no período homólogo do ano anterior, na Zona de Administração de Macau na Ilha Fronteiriça Artificial da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Desceu ainda 35,0% o investimento em equipamento. Por seu turno, no investimento do sector privado agravou-se a amplitude descendente, com uma descida anual de 19,3%, quer devido à diminuição das obras de grandes empreendimentos, quer em consequência da redução do número de empreendimentos habitacionais iniciados recentemente, salientando-se o decréscimo de 25,1% no investimento em construção. Contudo, o investimento do sector privado em equipamento aumentou 17,4%.

O comércio de mercadorias enfraqueceu. A despesa de consumo privado manteve-se cautelosa e o investimento continuou a descer, enquanto as importações de bens caíram tenuemente 0,8% em termos anuais. Entretanto desciam 24,4% as exportações de bens, dado o abrandameno da procura externa.

O comércio de serviços apresentou um comportamento estável. No segundo trimestre, as exportações de serviços subiram ligeiramente 0,8% em termos anuais, apesar da descida de 0,8% nas exportações de serviços do jogo. Por seu turno, as importações de serviços diminuíram anualmente 13,7%.

No primeiro semestre de 2019 a economia de Macau registou uma retracção homóloga de 2,5%, em termos reais. Quanto aos principais componentes das despesas do PIB, registaram-se subidas de 2,2% na despesa de consumo privado e de 5,0%, na despesa de consumo final do governo. Observaram-se descidas de 28,8% no investimento e de 12,5% nas exportações de bens, enquanto as importações de bens subiram 0,6%. As exportações de serviços aumentaram 0,2%, salientando-se a queda de 0,7% nas exportações de serviços do jogo, enquanto as importações de serviços desceram 17,5%.

Informações relacionadas: Produto Interno Bruto (PIB) referente ao 2º Trimestre de 2019