O volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho referente ao primeiro trimestre de 2019 cifrou-se em 20,38 mil milhões de Patacas, registando-se variações de -1,9%, em termos anuais e +2,6%, face ao quarto trimestre de 2018 (19,87 mil milhões de Patacas, montante revisto). O volume de negócios de relógios e joalharia representou 20,9% do total do trimestre em análise, seguindo-se as mercadorias de armazéns e quinquilharias (17,6%), os artigos de couro (13,6%) e o vestuário para adultos (12,4%), informam os Serviços de Estatística e Censos.

De entre os principais tipos de comércio a retalho, observaram-se no 1º trimestre descidas significativas homólogas nos volumes de negócios de artigos de comunicação (-19,9%), de automóveis (-16,7%) e de vestuário para adultos (-12,9%). Contudo, aumentou 8,6% o volume de negócios, quer de mercadorias de armazéns e quinquilharias, quer de mercadorias de supermercado.

Depois de eliminados os factores que influenciam os preços no 1º trimestre, o volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho desceu 2,1%, em termos anuais. Realçam-se os decréscimos substanciais nos volumes de vendas de automóveis (-22,9%), artigos de comunicação (-14,0%) e vestuário para adultos (-13,6%). Por outro lado, subiram as vendas de artigos de couro (+7,7%), mercadorias de armazéns e quinquilharias (+6,0%) e mercadorias de supermercado (+6,0%).

Relativamente ao 4º trimestre de 2018, registaram-se acréscimos dos volumes de negócios de artigos de couro (+12,4%), mercadorias de armazéns e quinquilharias (+10,9%) e mercadorias de supermercado (+9,7%), observando-se contudo decréscimos em automóveis (-24,7%) e artigos de comunicação (-10,1%). Em termos trimestrais aumentou 3,9% o volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho, destacando-se os maiores acréscimos em artigos de couro (+18,3%), mercadorias de armazéns e quinquilharias (+11,7%) e mercadorias de supermercado (+8,7%). Em contrapartida, observou-se uma queda acentuada no volume de vendas de automóveis (-29,1%).

Nos comentários dos responsáveis pelos estabelecimentos do comércio a retalho sobre previsões para o 2º trimestre de 2019, 54,0% dos retalhistas prevêem a estabilização do volume de vendas, em termos anuais, 28,6% a diminuição e 17,4% o aumento. Relativamente aos preços de vendas, 75,4% dos retalhistas antevêem a estabilização, 13,1% a diminuição e 11,5% o aumento, em termos anuais. Além disso, a previsão de cerca de 46,0% aponta para a estabilização da situação de exploração em relação ao 1º trimestre de 2019, enquanto 33,7% dos retalhistas antecipam uma situação insatisfatória de exploração dos estabelecimentos e 20,3% apostam numa condição satisfatória.

Informações relacionadas: Inquérito ao Volume de Negócios no Comércio a Retalho referente ao 1º Trimestre de 2019