|
|


Capital
Lisbon
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
Localizado no extremo sudoeste do Continente Europeu, na Península Ibérica, junto ao Atlântico, Portugal faz fronteira a norte e a leste com a Espanha e a ocidente e a sul com o oceano Atlântico. Da República Portuguesa fazem parte, além do território continental, duas Regiões Autónomas – Açores e Madeira, arquipélagos situados no oceano Atlântico.
Clima
O clima português é caracterizado por invernos suaves e verões amenos. Temperado marítimo. Ameno e chuvoso ao norte e quente e seco ao sul.
RECURSOS NATURAIS
Tungsténio, estanho, crómio e outras misturas metais são extraídos em quantidades comerciais e grande parte do tungsténio extraído é exportada.
A área florestal representa 36% da área do país.
ECONÓMICA
Portugal, tal como os seus parceiros europeus, desenvolveu uma economia cada vez mais baseada nos serviços, nos últimos 25 anos. Actualmente, o sector dos serviços representa 56,8%, em termos de emprego, e 70,9% do valor acrescentado bruto (VAB), enquanto o sector agrícola só absorve 12,1% do emprego e contribui apenas com 3,5% para o VAB.
A indústria transformadora alterou a sua estrutura tradicional, passando de uma elevada dependência das indústrias têxtil, do calçado, das cerâmicas, da cortiça, da reparação naval, da alimentação e bebidas, para uma situação em que novos sectores ganharam uma dinâmica de crescimento, nomeadamente o dos automóveis e componentes, da electrónica e farmacêutico, entre outros, tornando-se cada vez mais importantes na economia. Os serviços tornaram-se o sector mais dinâmico, com o comércio, os transportes e comunicações, o turismo e os serviços financeiros a apresentarem taxas de crescimento muito positivas.
Membro da União Europeia desde 1986, Portugal goza, actualmente, de um crescimento económico saudável.
INDÚSTRIA
Portugal depende muito da importação de petróleo e derivados. O carvão, cuja produção tem vindo a aumentar desde os anos 80, é responsável por cerca de 5% do consumo de energia no país. Um terço da electricidade de Portugal é fornecido pela energia hidráulica.
As indústrias têxtil e de calçado são também importantes, assim como as de papel e de mobiliário.
A construção e a metalo-mecânica têm-se expandido gradualmente, sendo de assinalar as condições naturais que favorecem o crescente desenvolvimento da indústria turística, fonte preciosa de vultuosas quantias em moeda estrangeira.
SERVIÇOS
Importa referir que Portugal, a partir dos anos de 90, desenvolveu uma economia cada vez mais baseada nos serviços, cuja percentagem ocupa uma importânia na ecomomia nacional e o sector dos services, em termos da população activa, é equiparado ao nível aos países desenvolvidos da Europa. Em 2000, o sector dos serviços representa 65.7% do PIB. Em 2000, existem 2573 milhares de trabalhadores neste sector e representa 52.4%,em termos de populaçăo activa. Principais serviços são bancos, seguros, hotéis, restaurantes, transporte, armazenamento, comunicação, sector imobiliário, assistência social e outras organizações colectivas e individuais.
TRANSPORTE
O sector dos transportes em Portugal adaptou-se às mudanças estruturais da economia portuguesa. Embora o meio de transporte dominante nas trocas comerciais de Portugal com o exterior continue a ser o maritimo, a sua importância tem vindo a reduzir-se, com o crescente papel do transporte rodoviário nas ligações com a Europa.
No transporte de passageiros, os “interfaces” estão a permitir uma relação flexível e cómoda entre o transporte individual e o transporte colectivo, ferroviário e rodoviário. O transporte ferroviário de mercadorias terá também um papel mais importante no futuro.
Estradas
Total: 68,732 km, dos quais 59,110 km são pavimentados (inclui 687 km de autoestrada).
Ferroviário
Total: 3,072 km
Marítimo
Tem 820 km de rio navegável e cerca de 1,793 km de litoral.
Principais portos e terminais: Leixões, Lisboa, Setubal e Sines
Aéreo
Portugal Continental tem três aeroportos internacionais - Lisboa, Porto e Faro.
TURISMO
O turismo é um dos mais importantes sectores da economia portuguesa, representando cerca de 8% do PIB e absorvendo perto de 10% do emprego.
O país posicionou-se, em 2004, em 19o. lugar no “ranking”dos principais destinos turísticos, com 11,6 milhões de turistas, e na 21a. posição no “ranking” das receitas, com 6,3 mil milhões de euros.
A maior parte dos turistas que visitam Portugal são oriundos da Europa Ocidental, particularmente dos países da UE. Os EUA são a mais importante fonte de turistas for a da Europa.
Agricultura e Pesca
Portugal é um país essencialmente agrícola, destinando-se 75% da sua produção agrícola e pecuária à exportação. Uso da terra: 26% de terra cultivável; 9% de área cultivada; 9% para pasto
Fundamentalmente cerealífero, destaca-se o cultivo de trigo e milho, sendo também importantes as produções de azeite, legumes e hortaliças.
A vinicultura domina a actividade agrícola a Norte do Douro (destacando-se o generoso Vinho do Porto), que produz cerca de 15 milhões de Hl anualmente.
Portugal é o maior produtor da Europa de cortiça e tem, igualmente, peso apreciável na produção e exportação de azeite, concentrado de tomate e conservas.
As principais colheitas em Portugal são as de cereais (trigo, cevada, milho e arroz), batatas, uvas (para a vinicultura), azeitonas e tomates. Portugal é o maior exportador de polpa de tomate e um dos principais na de vinho. Estas exportações ajudam a compensar os custos que advêm da importação trigo e carnes.
A vasta costa marítima de Portugal e a abundância de peixe nas águas que rodeiam o país, favoreceram o desenvolvimento da indústria piscatória. As sardinhas, anchovas e atum apanhados junto à costa, juntamente com outras espécies como o bacalhau do Atlântico Norte, contribuem fortemente para o abastecimento de comida. A indústria piscatória prosperou e os seus produtos são exportados para todo o mundo.
COMÉRCIO EXTERNO
Quase metade das exportações é constituída por bens de consumo, os quais enfrentaram a concorrência asiática, na sequência da desvalorização cambial associada à crise dos mercados emergentes em 1997-1998. As exportações portuguesas também sofreram com a fraqueza das condições económicas na União Europeia
Quanto às importações, estas cresceram mais moderadamente do que as exportações, entre 1991 e 1996, reflectindo a fraqueza da procura interna. A situação alterou-se em 1997, e em 2004, as importações voltaram a subir, devido aos elevados preços de petróleo e aos acréscimos nalguns grupos de produtos, nomeadamente veículos e outro material de transporte e maquinaria.
Os principais clientes de Portugal são parceiros da UE, destacando-se, em 2004, a Espanha (25,5%), a França (13,8%), a Alemanha (13,4%) e o Reino Unido (9,5%). Do mesmo modo, os fornecedores mais importantes foram a Espanha (30,0%), a Alemanha (14,2%), a França (9,3%) e a Itália (6,0%).
A África Lusófona constitui um importante parceiro para Portugal, aumentando cada vez mais o interesse das empresas portuguesas por aqueles mercados. Os PALOP representaram 3,1% das exportações portuguesas em 2004, o que corresponde a níveis significativos nas importações desses mercados, nomeadamente Angola, que é o 9º cliente de Portugal
A Ásia tem aumentado a sua participação no comércio português, mercê da influência da China e dos países do sudeste asiático. A importância da Ásia nas trocas comerciais é maior nas importações do que nas exportações.
Investimento Directo Estrangeiro
O IDE em Portugal cresceu intensamente no princípio dos anos 90, atingindo níveis elevados em 1993-1994, que coincidiram com o projecto da Autoeuropa, o maior investimento estrangeiro efectuado em Portugal. No entanto, houve um declínio em meados dos anos 90, seguido de uma acentuada retoma em 2000-2001, durante o pico das fusões e aquisições internacionais. O clima do contexto mundial teve influência numa nova quebra do IDE em Portugal em 2002, de 22,3%, mas o ano de 2003 quase repôs o nível anterior, pois registou um acréscimo de 25,4%. Em 2004 houve outro declínio, embora menos acentuado, de 7,8%, que colocou o nível do IDE abaixo do verificado no ano 2000.
INDICADORES ECONÓMICOS
| |
2003 |
2004 |
2005 |
2006 |
| Área Km2 |
91,906 |
91,906 |
91,906 |
91,906 |
| População (Milhões) |
10.4 |
10.4 |
10.5 |
10.6 |
| PIB (US$ biliões) |
156.7 |
179.3 |
185.5 |
194.9 |
| Crescimento Real do PIB (%) |
-0.7 |
1.3 |
0.5 |
1.3 |
| PIB per capita (US$) |
15.0 |
17.2 |
17.6 |
18.3 |
| Exportação de bens fob (US$ biliões) |
32.1 |
37.0 |
38.2 |
43.6 |
| Importação de bens cif (US$ biliões) |
46.3 |
55.7 |
59.1 |
65.5 |
| Inflação (av;%) |
3.3 |
2.4 |
2.3 |
3.1 |
| Balança de Transacções Correntes (US$ biliões) |
-9.6 |
-13.9 |
-18.0 |
-18.3 |
| Reserva de moedas estrangeiras excluindo ouro |
5.9 |
5.2 |
3.5 |
2.1 |
(*) Estimativa
COMÉRCIO EXTERNO (2006)
| Principais Exportações |
% do total |
| Transporte de bens |
34.1 |
| Materia-prima e produtos intermedi ários |
32.9 |
| Bens de consumo |
19.4 |
| Produtos de energia |
5.1 |
| Principais Importações |
% do total |
| Transporte de bens |
31.9 |
| Materia-prima e produtos intermedi ários |
27.8 |
| Produtos de energia |
14.9 |
| Bens de consumo |
14.4 |
| Principais mercados de exportação |
% do total |
| Espanha |
27.4 |
| Alemanha |
13.1 |
| França |
12.4 |
| UK |
7.1 |
| Itália |
4.1 |
| Holanda |
3.7 |
| EU 25 |
77.2 |
| Principais mercados importação |
% do total |
| Espanha |
30.5 |
| Alemanha |
13.8 |
| França |
8.4 |
| Itália |
5.8 |
| Holanda |
4.5 |
| UK |
4.3 |
| EU 25 |
75.5 |
Trocas Comerciais entre R.P.C. e Portugal (USD 10,000)
| |
Total |
Exportações* |
Importações** |
| 2005 |
123,578 |
91,195 |
32,383 |
| 2004 |
86,916 |
58,826 |
28,090 |
* Valor das Exportações da China para Portugal
** Valor das Importações para a China de Portugal
Trocas Comerciais entre RAEMacau-Portugal (US$ milhão)
| |
Total |
Exportações* |
Importações** |
| 2006 |
17.30 |
0.90 |
16.40 |
| 2005 |
15.02 |
2.01 |
13.01 |
| 2004 |
16.98 |
2.68 |
14.30 |
| 2003 |
14.87 |
4.11 |
10.76 |
| 2002 |
14.97 |
3.15 |
11.82 |
* Valor das Exportação da RAEMacau para Portugal
** Valor das Importações para a RAEMacau de Portugal
Trocas Comerciais entre RAEMacau e Portugal (US$ 1,000)
Exportações |
2004 |
2005 |
2006 |
Vestuário |
798.42 |
571.18 |
438.73 |
Vestuário de malha |
1,201.30 |
437.68 |
280.08 |
Calçado |
0.37 |
84.34 |
0 |
Artigos fabricados em tecido e material relacionado |
0.00 |
41.63 |
2.01 |
Mobiliário (incl. Molduras, caixas, arcas,
etc.) |
122.28 |
7.52 |
16.40 |
Outros Produtos |
557.20 |
866.92 |
158.15 |
Total |
2,679.57 |
2,009.25 |
895.37 |
Importações |
2004 |
2005 |
2006 |
Produtos Alimentares, bebidas e tabaco |
5,902.67 |
6,485.82 |
7,819.85 |
Outros bens de consumo |
1,319.80 |
1,340.73 |
1,639.48 |
Matérias-primas e produtos semi-transformados |
4,604.11 |
1,972.61 |
4,277.23 |
Combustíveis e lubrificantes |
0.00 |
1.93 |
3.17 |
Bens de Capital |
2,470.24 |
3,207.58 |
2,660.71 |
Total |
14,296.83 |
13,008.66 |
16,400.45 |
A RAEM criou em Lisboa, a Delegação Económica e Comercial de Macau-China, emPortugal. Após a transferência de soberania, em Maio de 2000, o Chefe Executivo efectuou uma visita a Portugal, com vista a reforçar cooperação económica e commercial e contactos bilaterais, criando condições favoráveis para os investidores da RAEM e Portugal.
Devido a razões da lingual, cultura e relações humanas, Macau e Portugal e os Países de Língua Portuguesa, tem estabelecido um amistoso relacionamento. De salientar que o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau assinou um protocolo de cooperação em Abril de 1997 com a Associação Industrial Portuguesa (AIP), em Janeiro de 1999 com o ICEP Portugal – Investimento, Comércio e Turismo e em Novembro de 2001 com Associação Empresarial de Portugal (AEP).
Fonte:
- China Statistical Yearbook 2006
- Direcção dos Serviços de Economia
- Direcção dos Serviços de Estatisticas e Censos
- The Economist Intelligence Unit – Country Profile, Country Report
- ICEP - Portugal - Instituto das Empresas para os Mercados Externos
- INE – Instituto Nacional de Estatística
- Ministry of Foreign Affairs of the People’s Republic of China
- The World Bank
- The World Economic Factbook 2005/2006
- The World Factbook
Links relacionados:
|